Verdadeiros Líderes

Este post profético e oportuno foi extraído do livro A Estrela Semente, A vida no Terceiro Milênio, de Ken Carey publicado em 1989.


Um político não necessariamente é um Líder.

Os que se preocupam mais com as eleições do que com aquilo que
pode ser de melhor para os seus representados não têm
a visão e a integridade que os qualificariam como verdadeiros
Líderes.

O Líder sempre age de acordo com a sua visão, levando
em cuidadosa consideração os pontos de vista e os sentimentos
de seus constituintes, a abrangência holística desses pontos
de vista, notando como os raios da roda convergem para o eixo
central de equilíbrio, que é a verdade.

Então o Líder age segundo o que ele acredita sinceramente ser de interesse,
para a sociedade, para o meio ambiente e para todos que poderão ser afetados
dentro de um prazo de tempo ideal.

Um Líder pode aparecer no campo da política, como em qualquer outro
campo, mas o verdadeiro Líder não se deixa controlar pelas eleições
ou por pesquisas de opinião.

O verdadeiro Líder está em consonância com os ritmos que marcam a
pulsação do coração coletivo; é inspirado e guiado por esses ritmos.
O Líder não se impressiona com flutuações superficiais ou com aqueles
que facilmente caem sob seu encanto.

Um bom Líder sabe que, à medida
que os sistemas de produção e de intercâmbio das nações do mundo se
entrelaçam cada vez mais numa economia global única, a visão que
permanece local, ou mesmo de escopo nacional, em termos de realidade
planetária, pode se tornar reduzida e limitada.

O clima político-econômico deste mundo só agora entrou no redemoinho
das últimas décadas da história. O passo da mudança continuará acelerando
até os primeiros anos da segunda década do século XXI.

O bom Líder procurará facilitar, e não ignorar, o que é essencialmente
a revolução mais fundamental desde que a humanidade passou a ser diferenciada
de seus primos mamíferos.

Numa sociedade sadia, a economia sempre segue a ecologia; e a educação precede
a ambas.

Como chegamos a esta situação

Uma breve análise do caos contemporâneo e da crise espiritual


Um dos maiores equívocos de nosso tempo é acreditar exclusivamente na onipotência da Ciência Lógica e Materialista, no Desenvolvimento Econômico e Tecnológico e na Inteligência Humana. Essa crença insere no cérebro humano a idéia de que questões metafísicas como a espiritualidade, a transcendência, o conhecimento e o saber dito esotérico-metafísico, a existência do Espírito e do Superior; não passariam de meros conceitos abstratos, utopias imaginativas, fantasias, mitos psico-socioculturais superados, inúteis e anacrônicos.

Segundo a crença comum, a série de avanços científico-tecnológicos “vertiginosos” e o significativo “progresso” de nossa civilização, demonstram de forma cabal a superioridade do intelecto, da razão humana e da cultura vigente. Assim, o Espírito e o Superior não teriam cabimento na existência do “evoluído homo sapiens” da era pós-moderna.

Desse modo a sociedade humana em quase toda sua totalidade, mormente no Ocidente, sob os auspícios da globalização, está impregnada de uma cultura radicalmente monolítica, monológica, sensorial-materialista, voltada para o consumo, o acúmulo, o lucro, o pragmatismo calculista, a produtividade, os indicadores e resultados mensuráveis estritamente quantitativos.

Predomina o tecnicismo, o mercantilismo, o monetarismo, a desumanização, o caos moral e ético, a alienação, por não dizer a quase completa automatização despersonalizada dos seres humanos, tornando-os “falsos humanos”, “andróides serventes”, “clones dementes”, “robôs existenciais”.

De forma tácita a idéia de que “Deus está morto” cada vez mais se entranha na psique humana. Acredita-se que o ser humano já alcançou um grande desenvolvimento evolutivo, razão porque é desnecessário procurar o transcendente, uma vez que tudo pode ser explicado racionalmente e cientificamente e o “importante são os resultados”, “o aqui e agora”, a liberação irrestrita e merecida para o desfrute, o conforto, o prazer, o gozo imediato.

O Homem se “transforma” num ser onipotente, dependendo unicamente da sua inteligência, vontade, livre arbítrio e perspicácia, tendo como metas exclusivas o acúmulo material, a ascensão social e profissional, o status e o poder.

No que tange à boa parte da prática religiosa corrente, se analisarmos de forma honesta e corajosa, sem nos furtarmos de entrar no terreno movediço do juízo de valor da fé alheia, concluiremos que ela, oculta sob uma religiosidade aparente, dos rituais normativos, dos dogmas e da exegese das doutrinas, uma ausência de interesse em buscar um profundo conhecimento da Verdade e do Superior, fruto da rigidez dogmática, preconceito, da acomodação e da inércia tradicionalista que transforma prática religiosa, numa praxe meramente social e espiritualmente inócua.

Não raro estabelece-se uma incoerência perceptível, até mesmo um grande fosso, entre a doutrina e os mandamentos que o crente professa, e sua prática social, atitudes, seu discurso, sua ideologia, preconceitos e “convicções mundanas” sob o manto da complacência e da omissão. A árvore é boa, mas os frutos...

Não podemos ignorar que existe ainda um grande contingente de seres humanos, que professam de forma sincera a sua fé em Deus, em Jesus Cristo, no seu(s) Santo(s) de devoção; às vezes numa relação estranha de medo do castigo nesta vida, no pós vida, no juízo final, buscando o perdão dos pecados, ou em forma de permanente pedido de proteção contra os males, de ajuda para dura batalha da vida, para concretização de um sonho, um milagre, um projeto, um desejo; adquirindo muitas vezes um caráter estrito de barganha.

A verdade é que os interesses mundanos norteiam a quase totalidade da vida humana, onde podemos constatar que são muito mais numerosos os “crente-ateus” do que os que se auto-intitulam propriamente ateus.

Paradoxalmente presenciamos a proliferação de “religiões”, seitas, credos, crenças, doutrinas, teologias da prosperidade, etc, das mais variadas nuanças e matizes, que contribui para banalização do transcendente, do sagrado, do religioso, por outro lado reforçando a ideologia e o discurso racional e materialista.

Por volta do século XV, surgem de forma “insondável” no ser humano uma “consciência” e um sentimento de potência, de querer entender, traduzir e dominar, explorar a natureza e o mundo, para seu exclusivo interesse, benefício, conforto e bem estar.

Desde o advento da Renascença, passando pelo Iluminismo, pela separação da Religião do Estado, a Revolução Científica e Industrial, o surgimento da sociedade de massas, etc., ocorre uma intensificação do uso do intelecto e do espírito crítico a serviço da ciência, da técnica e das artes.

Ocorre uma profusão avassaladora de conhecimentos, ideias, informações e conceitos nas diferentes áreas do interesse humano.
Paralelamente entra em declínio o prestígio das religiões, crenças, a representação de um mundo espiritual, de um Deus criador e mantenedor do Universo, do Estado e da família.

Conhecimentos milenares foram eclipsados, deturpados e esquecidos, as tradições de respeito aos mestres, aos anciões, a autoridade e os valores humanos inerentes, foram caindo em desuso.
Paulatinamente começa a imperar a solidão, a angústia, o cinismo, o niilismo e o desespero.

Ao contrário do que possa pensar a Ciência e a Cultura Dominante, o fato do ser humano chegar a produzir e realizar grandes obras científicas e tecnológicas não significa que seja sábio. Ao contrário, ainda está muito distante do verdadeiro conhecimento.

Basta ver o resultado das “grandes conquistas humanas” e o seu uso, para compreender a verdade dessa afirmação. Se a ciência valorizasse o Espírito, chegaria à conclusão lógica de que o verdadeiro conhecimento, a sabedoria perene, é algo mais do que o “quociente intelectual” e da “capacidade cognitiva”, mais do que a mera acumulação de dados e informações com fins específicos, em suma mais do que um conjunto de habilidades e capacidades cerebrais.

Por não agregarem à Ciência o estudo profundo do Espírito, da realidade íntima e oculta por trás do mundo fenomenológico, os seres humanos não adquirem um nível de Consciência que os despertem para pensar, sentir e agir segundo as Verdades Superiores enunciadas pelos Grandes Mestres e Iniciados, particularmente o Mestre dos Mestres, Jesus Cristo que disse a Nicodemus: “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é Espírito”.

Como não possuem os meios para medir seu desenvolvimento com seres mais avançados, “sonham” que suas conquistas cognitivas e resultados materiais são a melhor prova de seu “extraordinário progresso evolutivo”.

Se os seres humanos levassem a pratica os Ensinamentos Superiores e aplicassem os Métodos deixados pelos Mestres, conquistaria um avanço psico-espiritual que os transformaria como espécie, que faria as suas conquistas intelectuais, científicas e tecnológicas parecerem como o resultado de um jogo de meninos sem controle.

Na verdade, o erro fundamental de relegar o espiritual a um “segundo plano”, priva o ser humano da sua natural capacidade de transcender o limitado campo cognitivo e de percepção estritamente sensorial, a que se encontra preso, tornando-o cheio de temores quanto ao futuro e escravo de um sistema que o aprisiona e o despoja de tudo o que poderia alcançar.

As conquistas materiais produzem para a nossa espécie escassas alegrias, não raro a custa de outras perdas essenciais, submetendo-a a viver em condições que provocam permanente estado de alerta e preocupação, fruto de medos, incertezas, angústias, descontrole, perda do sentido da vida e uma série interminável de transtornos que passam a ser considerados “normais” na sociedade atual.

Todas as “grandiosas” provas da “extraordinária racionalidade humana” ficam em check, quando contemplamos o panorama sombrio e desolador destes tempos: guerras, aumento da pobreza e da exclusão, violência em profusão, fome, novas enfermidades, tráfico e consumo de drogas, terrorismo e comércio de armas, comércio de órgãos, tráfico de mulheres e crianças, exploração e exposição imoral de sexo, consumismo e degradação do meio ambiente, e um cortejo imenso de outros males, todos produtos da separação do ser humano da sua essência, da centelha divina, do seu Eu Superior; todos frutos de uma inteligência desprovida da Sabedoria do verdadeiro Ser, e que converte cada ser humano numa peça a mais, inserida numa máquina cega, guiada por cegos condutores que não sabem que são cegos e, portanto não sabem para onde se dirigem.

Mediante a priori, um poderoso sistema de Mídia de Massas “manipuladora e (des) informativa”, controlada por grandes interesses econômicos, um Sistema Educacional “deformado e alienante”, Organizações manipuladoras,desvirtuadas e equivocadas, nos seus propósitos, travestidas de Religião, e um Sistema Econômico “predador e neo-darwinista” os seres humanos são literalmente hipnotizados, implantados por aqueles que detêm o poder. Estes que também são “escravos iludidos, inconscientes de forças superiores, que os fazem acreditarem em uma realidade “inexistente”, falsa e falaz, assim como é falsa e falaz a suposta liberdade que acham que desfrutam. (vejam ou revejam os filmes Matrix e Show de Truman como sugestão).

Os conhecimentos parciais e deturpados da realidade, conseqüência de uma educação e de uma mentalidade de consenso artificial que “programa”, mas não humaniza, são usados e aplicados nos seres humanos, tornando-os incapazes de controlar suas manifestações inferiores, seus baixos instintos, tais como a cobiça, a ambição desmedida, o desejo irracional de poder, o egoísmo, a inveja, a luxúria, entre outras, que falsamente são considerados como inerentes à espécie humana, quando não racionalizados e transmutados em virtudes.

Lamentavelmente nossa espécie ainda não é livre, estando sob o “jugo artificial” por miríades de controles, apesar da fraude com requintes de cinismo, de se propalar em vão, palavras e conceitos como: democracia, liberdade, felicidade, direitos humanos, responsabilidade social, desenvolvimento sustentável, etc., que é tudo o que não temos; como se o sedento em pleno deserto diante da repetição constante da palavra água saciasse a sua sede.

Apesar deste amplo mar de desalento ainda, sobressaem um contingente minoritário de seres humanos conscientes e éticos, que atuam e se expressam nos mais variados âmbitos da vida, de acordo com os sagrados Ensinamentos, ou seja: as Virtudes do Amor, da Honestidade, do Desapego, da Sobriedade, Serenidade, Equanimidade, da Ação Correta, da Justiça, Sabedoria, Compreensão. (Serão estes os escolhidos, os eleitos, o trigo separado do joio?)
Não obstante é inconteste a situação sombria, de insegurança, desespero, de caos e crise profunda por que passa a civilização humana.

Não cabe nesse espaço analisar pormenorizadamente as variadas, percepções, reações, propostas de soluções, abstrações, racionalizações, posturas e atitudes, dos mais variados estratos humanos, diante deste quadro dantesco e pré-apocalíptico. (efeito da dominação, programação e escravidão psicológica, descritos anteriormente)

Tal espectro vai desde a negação pura e simples, a relativização do fenômeno, passando pelo triunfalismo tecnológico-econômico, a indiferença, inércia, a alienação, não percepção/ inconsciência, ceticismo, cinismo, niilismo, hedonismo, conformismo, pragmatismo, escapismo, oportunismo, e outros “ismos” mais.

Qualquer crítica ou engajamento contra esse estado de coisas, ou uma postura anti-sistema, é vista com reservas, e sob névoa velada de censura, de sutil falsidade e de descrença. O crítico, mesmo com baixos níveis de indignação, é considerado, desajustado, inflexível, “ressentido social”, perdedor, tolo, diferente etc.

Muitos mesmo percebendo o abismo, são acometidos da auto-censura e do medo: É melhor aceitar as coisas como são/ Poderiam ou podem ficar piores/ Preocupar-se com isso, é perder tempo com utopias e ideais impossíveis / Devo velar pelos meus próprios interesses e minha sobrevivência.

Não vamos também aqui nos ater a avaliar as propostas convencionais das classes dominantes para superação dos problemas mundiais via democracia representativa (tipo euro/americana), intervencionismos, diplomacia, tecno-burocracia, economia de mercado, inovação, desenvolvimentismo, revolução científica, eco-ambientalismo e sim, apenas transcrever um aforismo atribuído a Albert Einstein: “Não se muda um estado de coisas, ou se resolve problemas utilizando da mesma mentalidade que os criaram”.

Encerro este arrazoado com a seguinte reflexão:
Urge que a humanidade desperte de seu estado de sono, transcenda o domínio do ego, resgate a sabedoria perene através da re-conexão com o Deus/Espírito, abandone velhos paradigmas, supere as mentalidades de consenso vigentes por exemplo: substitua a mentalidade competitiva, o modus vivendi consumista e predatório, suplante o materialismo, e o egocentrismo, redefina valores, começando a cultivar o Bom, o Belo e o Verdadeiro, a conjugar razão com compaixão, priorizar o Amor Fraterno e Solidário, em suma promover a Comunhão com o Espírito.


 

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