Considerações sobre nossa crise sistêmica

A propósito da situação e do momento de grave crise, paradoxos, de impasse e a meu ver de mega transição, que ora passa a Humanidade aproveito para externar de forma concisa algumas considerações a esse respeito:

1- Esse panorama de crise e caos multifacetados(ambiental/climático, econômico, político, ético, moral, social, cultural, paradigmático e de cosmovisão) é real, perceptível quase palpável, por evidências, fatos incontestes, corroborado quase de forma consensual, por uma quantidade enorme de teses, artigos, livros, opiniões, reflexões,(desde a década de 60) de emérito-eminentes pensadores, filósofos, cientistas, líderes religiosos e laicos, espiritualistas, esotéristas, místicos, clarividentes, gnósticos, artistas, políticos, etc.( estes últimos espécimes em número reduzido, em minha opinião) dos mais variados matizes, ressalvando as variações de profundidade e enfoque, todos apresentam um diagnóstico semelhante do macro- problema.

2- A crise é primeiramente de Consciência, Mentalidade, Percepção, Sentimento, Emoções, Idéias, Ideais e Valores( falta de uma cosmovisão holística e espiritual), tanto individual quanto coletiva, refletindo em comportamentos, manifestações e atitudes, impróprias, incoerentes, inconsistentes, egóicas, amorais e insustentáveis.

3- Secundariamente de Modus Vivendi e Operandi traduzidas em tecnologias inadequadas, deletérias, e obsoletas, um sistema econômico orientado exclusivamente para o lucro; calcado na exploração e utilização irracional dos recursos naturais; na exploração e/ou sub-aproveitamento dos seres humanos; na competição em detrimento da cooperação e inovação; no incentivo ao consumo em massa, etc.

4- Terciariamente pelo declínio cultural, traduzido em uma cultura de massas uniforme, embotamento da afetividade, da solidariedade, da sensibilidade, etc. e conseqüente aumento a níveis patológicos da psicose e neurose humanas.

5- No meu entender estamos no limiar e oportunidade de uma profunda mudança de paradigma, de mentalidade, de cosmovisão, onde poderemos transcender para um novo patamar evolutivo da civilização humana, operando uma transição o menos traumática possível, superando as resistências às mudanças, e os conflitos de interesses; ou resvalando para um processo involutivo irreversível, de declínio, barbárie, e colapso.

6- As mudanças e sintomas(ao lado da recorrente e cíclica disputa e resistência da velha ordem estabelecida) já estão se processando: preocupação e responsabilidade com o meio-ambiente, aumento na utilização de energias alternativas, a presença já maciça da mulher no mercado de trabalho, inclusive em postos de decisão(será que estamos no limiar de uma nova era matriarcal?)

7- Aumento do terceiro setor/ONGS, participação dos empregados na gestão e nos lucros, aumento do poder financeiro dos fundos de pensão, aumento dos investimentos sociais, movimentos e ações pela ética e cidadania na política e nos negócios.

8- Responsabilidade social, governança corporativa, gestão de pessoas, aumento do valor dos capitais/ ativos intangíveis, movimento pelo consumo responsável, resgate da sabedoria e dos valores perenes, medicina alternativa, combate à fome e a pobreza.

9- O resgate e a eclosão do pensamento e dos movimentos espiritualistas e místicos autênticos, etc. (Estaremos diante de uma revolução do porte da Copernicana, de um novo tipo de Iluminismo pós-moderno?)

Encerro este artigo com o seguinte aforismo utópico:

Precisamos urgentemente desencadear uma verdadeira epidemia de consciência, uma avalanche de bom senso uma explosão de amor que atinja a maior parcela possível dos seres humanos. Assim a massa crítica gerada se transformará no cérebro do planeta, desencadeando uma reação em cadeia, gerando idéias e soluções
essenciais para promoção da evolução.

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