Mentiras sócio-culturais

A mentira nos seus mais variados graus é um ente abstrato, onipresente, contumaz, que permeia a quase totalidade dos processos humanos, em todas as épocas e nos mais variados domínios: Política, Economia, Religião, Ciências, Artes, Esportes, Negócios, Justiça (Direito), Defesa Militar e assim por diante.


Em alguns momentos históricos ela se torna escancarada, provocando um verdadeiro tsunami no oceano de insinceridade sócio-cultural.
Vamos aqui nos furtar a dar exemplos que são por demais abundantes, sejam velados ou explícitos e que estão aí para constatação de qualquer observador, sem necessidade de muita argúcia, perspicácia; apenas de um pouco de boa vontade, inteligência e espírito crítico.


Alguém já afirmou que a diferença básica entre o ser humano, auto-denominado racional ou homo sapiens e os demais animais ditos ou considerados irracionais; é que o primeiro mente para os seus semelhantes e não raro para si próprio.

Em suas mais variadas formas desde a pantomima, a tergiversação, o sofisma, o simulacro, a manipulação, a propaganda enganosa, o blefe, o logro, a mentira deslavada, o discurso cretino, cínico e farsante; o argumento falaz, a promessa vã, a justificativa desonesta, a desonestidade intelectual, a informação tendenciosa, a interpretação capciosa, e outras inúmeras variantes da mentira; grassam sob a aceitação tácita, conformista, e bovina da grande maioria.


A Humanidade acostumou-se com a mentira e com ela convive de forma consciente ou semi-consciente, de forma promíscua, auto-prejudicial aos seus interesses mais elevados; num exercício apático e ocioso de complacência, consentimento, condescendência, permissividade, cumplicidade, e alienação; num compasso de espera inerme por coisa alguma, ou quem sabe pelo colapso.


Esporádicamente ou espasmódicamente surge um foco de rebelião, de crítica,de protesto, um surto de inconformismo; restritos, circunscritos, mas logo a acomodação, a "ordem natural das coisas", "a normalidade", a pasmaceira, se impõem de uma ou outra forma; e as nulidades, a mediocridade renitente, triunfa impávida e solene.


Seria de bom alvitre que encontrássemos formas verazes, genuínas e eficazes de pelo menos diminuírmos a taxa, a incidência, a frequência, e a amplitude da mentira, que inunda o seio sócio-cultural, as esferas do convívio humano, e consequentemente os seus efeitos nefastos, deletérios. Como disse um certo Mestre: Busque a verdade e ela vos libertará.

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