Postado por
Carlos Ronaldo Santos
às
06:35
Angústia por nada
“O homem pós-moderno
predominantemente cosmopolita, perdeu os nexos simbólicos dos fatos, não consegue
ver o significado tácito das coisas. Elas apenas são fatos do seu mundo
sensível, ou, quando muito, intelectualizados através dos sinais e símbolos
matemáticos. Tal fato não revela uma superioridade do homem moderno, porque
nesse preciso momento em que ele esquece a via simbólica, ou que ele a perde
totalmente, encontra-se só, coisa entre coisas, e a angústia que o avassala é
mais o sentir de um vazio, de uma falta, que o homem, por desconhecê-la, traduz
pelo conceito que expressa a sua grande ausência: nada. E se lhe perguntarem
por que se angustia, entre espantado e atônito ele balbuciará apenas: ‘não sei,
angustio-me por nada’.”
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