Angústia por nada

“O homem pós-moderno predominantemente cosmopolita, perdeu os nexos simbólicos dos fatos, não consegue ver o significado tácito das coisas. Elas apenas são fatos do seu mundo sensível, ou, quando muito, intelectualizados através dos sinais e símbolos matemáticos. Tal fato não revela uma superioridade do homem moderno, porque nesse preciso momento em que ele esquece a via simbólica, ou que ele a perde totalmente, encontra-se só, coisa entre coisas, e a angústia que o avassala é mais o sentir de um vazio, de uma falta, que o homem, por desconhecê-la, traduz pelo conceito que expressa a sua grande ausência: nada. E se lhe perguntarem por que se angustia, entre espantado e atônito ele balbuciará apenas: ‘não sei, angustio-me por nada’.”

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